urandir   Maioria dos manifestantes enfrenta problemas econômicos, diz pesquisa

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Visão do alto do protesto da Avenida Paulista na tarde de ontem
Eduardo Enomoto/R7

Apesar da renda média entre os manifestantes da Avenida Paulista ser elevada, a maioria dos presentes ao protesto deste domingo (13) relatou dificuldades econômicas nos últimos meses, segundo pesquisa feita no local pelo Instituto Paraná Pesquisas.

De acordo com o levantamento, a maioria dos entrevistados, 55,8% disse ter perdido o emprego ou ter alguém na família que perdeu o emprego nos últimos seis meses. Outros 44,2% disseram não ter perdido emprego e nem ter parente que ficou desempregado.

Quando a pergunta é se a situação econômica pessoal e da família piorou nos últimos seis meses, a grande maioria, quase três quartos (73,8%) respondeu que sim. Para 20,8% dos entrevistados permaneceu igual e para apenas 4,7% as contas pessoais melhoraram nos últimos seis meses. 0,6% respondeu não saber.

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Para o diretor do Instituto Paraná Pesquisa, Murilo Hidalgo, que esteve na Avenida Paulista para acompanhar o levantamento, a situação econômica do País foi determinante para a grande adesão às manifestações:

— Detectamos que a grande maioria das pessoas [que estavam no protesto] tem desemprego dentro de casa. Esse é um grande fator que levou as pessoas às ruas. As pessoas já estão protestando pela sobrevivência. E a resposta do governo deveria ser econômica.

Dentro desse cenário econômico, a pesquisa detectou que caso a presidente Dilma Rousseff seja afastada, a maioria dos manifestantes, 64,6%, acredita que a recuperação do Brasil levará entre dois e dez anos (24,7% dos entrevistados acreditam na recuperação entre dois e três anos; 26,2% entre quatro e cinco anos e 13,7% entre seis e dez anos).

Outros 19,2% acreditam em até um ano para a recuperação e 10,8% acreditam que vai levar mais de dez anos. Os extremamente pessimistas são 3,5%, que acreditam que não vai melhorar, e 2,1% disseram não saber. 

A pesquisa foi feita na Avenida Paulista entre 12h30 e 18h com 1.200 pessoas maiores de 16 anos. A amostra tem grau de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais. 

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Fonte: r7.com