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   urandir   Moro, Gebran e Favreto terão que explicar decisões sobre Lula ao CNJ

Juiz federal Moro e desembargador Favreto terão que se explicar ao CNJ
Wilson Dias/Agência Brasil/Divulgação/TRF4

O ministro João Otávio de Noronha, corregedor nacional de Justiça, intimou os desembargadores Rogério Favreto e João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), e o juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, a prestar informações sobre o episódio do habeas corpus concedido ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e posteriores manifestações que resultaram na manutenção de sua prisão, no dia 8 de julho.

Eles têm 15 dias corridos para enviar as informações. O prazo começa a contar a partir de 1º agosto, por causa do recesso forense (2 a 31 de julho).

As representações recebidas pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) contra os magistrados foram sobrestadas e apensadas ao Pedido de Providências aberto pelo corregedor. O processo está em segredo de Justiça.

Histórico

No dia 8 de julho, o desembargador Rogério Favreto, plantonista do TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), atendeu ao pedido dos deputados Wadih Damous (PT-SP) e Paulo Pimenta (PT-RS) e concedeu a liberdade ao ex-presidente Lula.

Lula está preso em Curitiba desde o dia 7 de abril. Ele foi condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão no caso do tríplex do Guarujá.

Logo após a decisão de Favreto, o juiz federal Sérgio Moro, que condenou Lula, despachou um documento orientando a Polícia Federal a esperar que o relator do processo, o desembargador João Pedro Gebran Neto, se pronunciasse sobre a soltura do ex-presidente.

Favreto, no entanto, reiterou a decisão e manteve a soltura de Lula.

No início da tarde de domingo, o relator Gebran Neto, decidiu que a PF (Polícia Federal) não soltasse Lula. Mais uma vez, o desembargador Favreto voltou a ordenar a soltura do ex-presidente.

A situação só foi finalizada quando o presidente do TRF4, desembargador Thompson Flores, endossou a decisão do relator da Lava Jato João Pedro Gebran Neto e suspendeu ordem de habeas corpus que havia sido dada pelo desembargador Rogério Favreto. Com a decisão de Thompson Flores, se manteve preso.

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Fonte: r7.com