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Redução de investimento pode afetar pesquisa como a solução do problema do vírus da zika com a microcefalia. O presidente do Conselho Nacional de de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) Mário Neto Borges disse em entrevista coletiva no Aeroporto Internacional de Campo Grande, na tarde desta quinta-feira (9), que se o governo federal cortar R$ 400 milhões do orçamento para o próximo ano cerca de 70% das pesquisas serão afetadas. Ele retornava de Bonito (MS), onde participou do 55º Congresso Brasileiro de Olericultura (55º CBO).
“Pelo menos 70% das pesquisas em andamento e em editais serão afetadas. As parcelas da INCT do próximo ano terá redução de 33%”, afirmou Mário Borges.
Segundo o presidente do CNPq, nos últimos anos, a entidade trabalhou com orçamento justo. O corte seria uma redução de R$ 1,2 bilhão destinados em 2017 para R$ 800 milhões.
Mário Borges explica que o corte isso significa uma ameaça para os programas do CNPq. “Só de bolsas nosso compromisso é de R$ 900 milhões, além do fomento de R$ 300 milhões. Então um corte de R$ 400 milhões, nós vamos ter que parar a pesquisa e destinar o máximo de recurso para a questão das bolsas que é uma prioridade em função da sua importância estratégica. Mas esperamos que isso não venha acontecer”, disse.
Dois programas destacados pelo presidente que podem ser prejudicados são: edital universal – financia pesquisa para todas as áreas do conhecimento do Brasil e atinge todos os estados – e o Instituto Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT’s).
O edital universal beneficia cerca de 5 mil pesquisadores em cada chamada que investe R$ 200 milhões. “Isso movimenta a base da ciência brasileira”, afirma Mário Borges.
Conforme o presidente o top da ciência são os INCT’s pelos resultados gerados como, por exemplo, a solução do problema do vírus da zika com a microcefalia.
“Que de 2016 a 2017, com investimentos maciços e articulados nós conseguimos equacionar o problema do víus da zika com a microcefalia. E a pesquisadora e coordenadora se tornou inclusive reconecida como uma das 10 melhores pesquisadoras do planeta, pela aquela revista national. Precisa de ter financiamento e recurso para poder usar essa ciência, para resolver os problemas nacionais e gerar riqueza para o país”, afirmou.
O presidente do CNPq aguardo um retorno do Ministério da Ciência e Tecnologia, do Planejamento que é o responsável pelo orçamento, e o da Casa Civil. Mário Borges enviou na última segunda-feira (6) uma manifestação na tentativa de haver uma recomposição dos valores apresentados para que o CNPq e a ciência brasileira não seja afetada.

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Fonte: g1.globo.com