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9 et Urandir   News 2014   f1504 2019 10 13t191237z 204477321 rc1e9961e530 rtrmadp 3 poland election   urandir   Conservadores mantêm maioria da Câmara da Polônia, mas perdem no Senado
Lideranças do PiS comemoraram a vitória na Câmara, mas reconheceram que terão dificuldades nos próximos anos. Partido de esquerda volta ao Parlamento como terceira força, atrás do centro liberal. Com flores, líder do PiS, Jaroslaw Kaczynski, comemora vitória do partido nas eleições da Polônia, embora a sigla tenha perdido o controle do Senado
Kacper Pempel/Reuters
Os resultados totalizados nesta segunda-feira (14) das eleições na Polônia deram vitória ao partido conservador Lei e Justiça (PiS, na sigla em polonês) na Câmara. A legenda, no entanto, perdeu a maioria no Senado – o que deve frear o ritmo das medidas que o governo tenta impor no país.
Para a Câmara, o PiS obteve 43,6% dos votos – um aumento em relação aos 38% conseguidos em 2015. Isso dará ao partido 235 assentos, e há a expectativa de que os conservadores obtenham apoio da Confederação, sigla da direita ultranacionalista que conquistou 11 cadeiras (veja a composição do Parlamento polonês mais abaixo).
Representantes da Coalizão Cívica, partido de oposição na Polônia, durante comício após fim da votação no domingo (13)
Aleksandra Szmigiel/Reuters
Entretanto, o PiS não deve conseguir apoio de dois terços dos deputados – algo necessário para que o partido faça a reforma constitucional que pretende fazer. Além disso, os conservadores assistiram ao retorno da esquerda ao Parlamento e à derrota no Senado, em que os opositores conseguiram 51 das 100 cadeiras.
“Conquistamos muito, mas merecemos mais”, ponderou o líder do PiS, Jaroslaw Kaczynski.
As eleições na Polônia colocaram em jogo a capacidade do atual governo em manter apoio popular em uma campanha marcada por acusações de abuso de poder.
O PiS recebe críticas por politizar o judiciário e converter canais públicos de comunicação em imprensa de propaganda pró-governo. Além disso, declarações homofóbicas de integrantes do partido foram rechaçadas internacionalmente.
Líder do PiS, Jaroslaw Kaczynski, vota em Varsóvia durante eleições na Polônia no domingo (13)
Kacper Pempel/Reuters
Ao mesmo tempo em que se valia da plataforma conservadora, o PiS intensificou durante a campanha a divulgação de programas sociais, como uma bolsa paga às famílias de cerca de R$ 500 mensais por criança.
A participação foi de 61,1%, um recorde desde as primeiras eleições de 1989, organizadas ainda segundo o sistema herdado do comunismo.
Como ficou o Parlamento polonês
Cabines de votação em Varsóvia, na Polônia
Kacper Pempel/Reuters
Na Polônia, os eleitores votam em uma lista que servirá tanto para a Câmara quanto para o Senado – assim, a formação das bancadas depende de como foi o voto em cada região. Segundo o jornal polonês “Wyborcza”, a composição do Parlamento polonês ficou assim após as eleições ocorridas no domingo:
Câmara
Lei e Justiça (PiS), conservador nacionalista: 235 assentos
Coalizão Cívica (KO), centrista liberal: 134 assentos
Lewica, esquerda: 49 assentos
Coalizão Polonesa (PSL + Kukiz’15), coalizão agrária e antissistema: 30 assentos
Confederação, direita ultranacionalista: 11 assentos
Minoria alemã: 1 assento
Senado
Lei e Justiça (PiS): 48 assentos
Coalizão Cívica (KO): 43 assentos
Coalizão Polonesa (PSL + Kukiz’15): 3 assentos
Lewica: 2 assentos
Independentes: 4 assentos

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