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9 et Urandir   News 2014   4b4bc 2018 09 16t112315z 1540637463 rc185fa1a700 rtrmadp 3 germany energy   urandir   Jornalista morre ao cair de 14 metros de altura durante protesto na Alemanha
Homem escalou árvore para cobrir protesto de ambientalistas contra exploração de floresta em Hambach; ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Manifestantes construíram casas nas alturas para tentar impedir empresa de extrair lignito do local. Policial retira faixa de casa construída em árvore na floresta Hambach, em Kerpen, na Alemanha, no domingo (16)
Reuters/Wolfgang Rattay
Um jornalista morreu nesta quarta-feira (19) ao sofrer uma queda de 14 metros de altura quando cobria um protesto de ecologistas que se reuniram na cidade de Hambach, na Alemanha, para tentarem impedir que uma floresta seja destruída para dar lugar a uma mina de lignito.
Um porta-voz da polícia confirmou que o homem, que trabalhava para um blog, não resistiu aos ferimentos sofridos ao cair de uma ponte de madeira suspensa entre duas árvores. O incidente ocorreu por volta das 15h50 (10h50 em Brasília).
Os serviços de emergência e policiais que estão nesta floresta há dias por causa das manifestações socorreram o ferido, mas não conseguiram evitar a morte.
Vários manifestantes escalaram árvores milenares da floresta para tentarem impedir que sejam destruídas. A polícia informou que, no momento da queda, os agentes não faziam nenhuma operação para retirar os ecologistas das árvores e que ainda não sabem por que o jornalista escalou até essa altura.
Uma hora antes da queda, o jornalista divulgou um vídeo no Twitter filmado de uma das casas de madeira que os ativistas construíram no alto das árvores.
As forças de segurança iniciaram na quinta-feira passada o despejo dos ecologistas, que montaram cerca de 60 casas nas árvores, algumas a 20 metros de altura.
Manifestantes são vistos em casa construída em árvore na floresta Hambach, em Kerpen, na Alemanha, no domingo (16)
Christophe Gateau/dpa via AP
A previsão é que os 3,5 mil agentes policiais mobilizados na floresta demorem semanas para concluírem a retirada de todos os ativistas. Alguns manifestantes estão no local desde 2012.
No fim de semana passado, mais de cinco mil manifestantes se reuniram nas imediações da floresta, principalmente moradores da região, agricultores e cidadãos de centros urbanos da Renânia do Norte-Vestfália, como Colônia, Kerpen e Düsseldorf, dispostos a apoiar aos ativistas.
A batalha contra o desmatamento da floresta de Hambach, de quase 12 mil anos de antiguidade, se tornou uma prioridade do ambientalismo alemão desde que expirou a tolerância de seis anos concedida aos ocupantes da floresta para que se retirem.
Após a conclusão da ordem de despejo estão previstos os planos – já combinados com as autoridades – da empresa de energia RWE de ampliar a extração de lignito ao ar livre, o que resultará novas escavações.
Até os anos 80, as florestas de Hambach cobriam cerca de 85 quilômetros quadrados. Metade dessa área já foi explorada pela empresa, que calcula ainda haver 2,5 bilhões de toneladas de lignito a serem extraídas.

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