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9 et Urandir   News 2014   fa41e ap18258012322088   urandir   Sensação de alívio, diz brasileira que vive em área menos afetada por furacão nos EUA
Joyce Farias e o marido, também brasileiro, moram na Carolina do Sul, onde 4 pessoas morreram por conta da tempestade. Homem move galho de árvore em Cherry Grove, região próxima à Myrtle Beach, na Carolina do Sul
Andrew Knapp/ AP
Os brasileiros Joyce Farias e Fernando Teixeira, moradores de Myrtle Beach, no litoral da Carolina do Sul, disseram que a região onde vivem foi pouco afetada pelo fucarão Florence, que causou 4 mortes no estado, e outras 10 em outras partes dos Estados Unidos.
Veja fotos dos danos do furacão Florence na costa leste dos EUA
O G1 conversou com Joyce na tarde deste domingo e ela relatou que a chuva permanece sem dar trégua, mas agora está mais fina.
“Eu estava muito preocupada. Na quinta, já estava ventando bastante e tínhamos protegido os móveis caso a inundação chegasse em casa”, disse.
Mas a casa em que ela e o marido moram não sofreu estrago nem ficou sem energia. Outros bairros próximos sofreram mais com a falta de eletricidade. A rua em que mora também não inundou, mas caíram galhos e árvores. Alguns rios ficaram cheios e começaram a transbordar. Por isso, algumas rotas estão fechadas.
Joyce também conta que não chegou a usar as bombas de água e o gerador que tinham adquirido para se prevenirem das consequências do furacão. A tempestade, que tinha previsão de chegar na região na categoria 1, veio mais fraca e como tempestade tropical.
A maior dificuldade, segundo ela, foi não poder sair de casa. “Meu marido gosta muito de ficar na garagem mexendo nos carros, mas eu não sou muito de ficar em casa não”, conta. Outra foi manter os cachorros dentro de casa sem que pudessem sair para o quintal. Agora, eles já estão na área externa da casa.
Cachorros do casal já circulam na área externa da casa.
Arquivo pessoal
Durante esses dias, ela passou a maior parte do tempo se informando sobre o furacão pela internet. “Quando a gente viu que o Florence já tinha passado por aqui, ficamos mais tranquilos e percebemos que continuaria diminuindo”, conta.
Desde que começaram a se preparar para enfrentar o furacão da própria casa, Joyce só havia saído uma vez para a rua, no último sábado (15) durante o dia e dirigiu por cerca de duas horas para conferir os estragos na região. No vídeo postado nas redes sociais, ela desabafa que já não estava mais aguentando ficar em casa. Alguns amigos que tinham se abrigado em outros locais pediram para ela ir até a casa deles conferir se as casas tinham sofrido algum prejuízo ou inundações. Ela chegou a ver algumas ruas inundadas, mas nenhum forte estrago nas casas.
Brasileira que mora na Carolina do Sul mostra rua em que mora depois da passagem do Florence.
Rotina voltando ao normal
A página oficial do Facebook Myrtle Beach City Government postou que os serviços públicos retornam ao normal a partir desta segunda-feira (17) no local e o serviço de coleta de lixo volta na quarta-feira, já que os esforços estão concentrados na limpeza dos estragos do furacão.
A página oficial ainda agradece que os danos do furacão não tenham trazido grandes danos. “Agradecemos que o furacão Florence nos poupou, mas estamos bem cientes dos danos em outros lugares, incluindo a inundação em Conway e partes do oeste do condado de Horry”, diz.
A paraibana disse que agora a rotina está voltando ao normal. Os estabelecimentos comerciais voltaram a abrir, muitas pessoas já voltaram para suas casas e as ruas estão mais movimentadas. Amanhã, segunda-feira, ela e o marido voltam a trabalhar.
Florence ainda é um perigo?
Apesar de alguns estarem aliviados com a passagem do Florence, ao menos 14 pessoas morreram até agora por causa da tempestade na Carolina do Norte, incluindo uma mãe e uma criança mortas por uma queda de árvore, disseram autoridades estatais. Quatro morreram na Carolina do Sul. Entre eles, há uma mulher que bateu seu carro contra uma árvore caída.
Ainda deve cair também de 13 a 25 centímetros de chuva na Carolina do Norte, segundo as previsões, totalizando de 39 a 50 cm em algumas áreas, de acordo com o Centro Nacional de Furacões.
O índice máximo de chuvas do Florence até agora é de 86 cm em Swansboro, Carolina do Norte, um novo recorde para um único furacão no Estado. O recorde anterior era de 61 cm, do furacão Floyd, que matou 56 pessoas em 1999, disse Bryce Link, meteorologista do DTN Marina Weather, serviço privado de previsões.
Na Carolina do Norte, mais de 900 pessoas foram resgatadas das enchentes e 15 mil permaneceram em abrigos, disse o governador Roy Cooper em entrevista coletiva neste domingo.
Como se forma um furacão
Arte/ G1

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