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9 et Urandir   News 2014   63491 2018 11 20t214706z 349599440 rc15e1f5f200 rtrmadp 3 usa trump   urandir   Trump respondeu perguntas de Robert Mueller sobre investigação russa, diz conselheiro
Segundo Jay Sekulow, o presidente respondeu por escrito nesta terça (20) às perguntas do procurador especial, que investiga uma possível influência russa em eleição presidencial. O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com jornalistas na Casa Branca pouco antes de embarcar para Mar-a-Lago para o feriado de Ação de Graças, na terça-feira (20)
Reuters/Leah Millis
O presidente dos EUA, Donald Trump, respondeu por escrito aos questionamentos feitos pela equipe do procurador especial Robert Mueller, que investiga uma possível influência russa na eleição presidencial de 2016.
Em um comunicado à rede ABC News, o conselheiro do presidente Jay Sekulow disse nesta terça (20) que “o presidente respondeu hoje perguntas escritas enviadas pelo Gabinete do Conselho Especial. As questões apresentadas trataram de questões relativas aos tópicos relacionados com a Rússia do inquérito. O presidente respondeu por escrito”.
Na semana passada, Trump afirmou que ele mesmo responderia a todas as perguntas. “Eu escrevo as respostas. Meus advogados não escrevem respostas”, disse. “Fizeram-me uma série de perguntas, respondi-as com muita facilidade”.
No domingo, ele disse que não interferiria se Matthew Whitaker, atual secretário de Justiça e procurador-geral dos EUA, decidisse cercear a investigação. Em entrevista ao programa “Fox News Sunday” gravada na sexta-feira, Trump também disse que provavelmente não concordaria com uma entrevista presencial com Mueller.
‘Caça às bruxas’
O advogado do presidente, Rudolph Giuliani, também enviou um comunicado sobre o assunto para a ABC News nesta terça.
“É nossa posição desde o início que muito do que foi levantado levantou sérias questões constitucionais e estava além do escopo de uma investigação legítima. Essa continua sendo nossa posição hoje. O presidente, no entanto, prestou uma cooperação sem precedentes. O Conselho Especial teve colaboração de mais de 30 testemunhas, 1,4 milhão de páginas de material e agora as respostas escritas do presidente às perguntas. É hora de levar essa investigação a uma conclusão ”, escreveu.
A investigação conduzida por Mueller já foi chamada por Trump de “caça às bruxas” mais de uma vez. A equipe do investigador especial também procura determinar se o presidente incorreu em obstrução da justiça quando despediu em maio de 2017 o diretor do FBI James Comey, o primeiro a investigar os possíveis laços de sua campanha com a Rússia.
O presidente é investigado, mas não é alvo de nenhuma acusação.
Colaboração
A investigação, que já dura 18 meses, resultou até o momento em acusações contra 32 indivíduos e três empresas russas, que respondem desde ataques de hackers a computadores do Partido Democrata a crimes financeiros.
As acusações já renderam seis alegações de culpa e três pessoas condenadas à prisão, incluindo algumas que fizeram acordos e colaboram com a equipe de Mueller.
Entre elas está George Papadopoulos, o primeiro a se declarar culpado por mentir sobre suas relações com a Rússia, que foi preso e passou a colaborar em julho. De acordo com o jornal “The New York Times”, Papadopoulos marcou uma reunião com um acadêmico próximo a autoridades russas após este ter lhe dito que seus interlocutores tinham “sujeira” contra a candidata democrata concorente de Trump, Hillary Clinton, na forma de “milhares de e-mails”. A identidade da pessoa que ofereceu a informação a Papadopoulos não foi revelada.
Paul Manafort chega a tribunal federal em 15 de junho
Reuters/Jonathan Ernst
Também colabora com a investigação o ex-coordenador da campanha eleitoral de Trump, Paul Manafort, culpado por oito acusações de fraude fiscal não relacionadas à campanha, mas que envolvem milhões de dólares que ganhou trabalhando para políticos ucranianos pró-Rússia antes de receber um cargo não remunerado na campanha de Trump.
Outro ex-assessor do presidente a ter seu nome ligado a contatos russos foi Michael Flynn. Ele foi conselheiro de segurança nacional do governo Trump por apenas 23 dias. Em dezembro de 2016, Flynn falou com o embaixador russo Sergei Kislyak. Os jornais “The Washington Post” e “The New York Times” afirmaram que os dois debateram as sanções contra a Rússia e que Flynn mentiu depois para o vice-presidente Mike Pence sobre essa conversa, o que o tornou alvo de uma investigação do FBI.
E mais uma pessoa próxima do presidente, seu ex-advogado Michael Cohen, passou a colaborar após admitir diante de um tribunal ter violado regras de financiamento de campanha eleitoral. Ele assumiu evasões fiscais, violação de financiamento de campanha e falsas declarações a uma instituição financeira, além de confirmar ter feito pagamentos – sob ordem de Trump – para silenciar mulheres que disseram ter tido casos com o presidente.
Família
Donald Trump Jr é visto durante intervalo de seu depoimento à comissão especial do Senado, em Washington D.C., em 7 de setembro de 2017
Reuters/Carlos Barria
Embora não sejam alvo de acusações, os contatos de um dos filhos do presidente, Donald Trump Jr., e seu genro, Jared Kushner, com russos ainda durante a campanha presidencial também geraram controvérsias.
Trump Jr. chegou a ser interrogado no Senado depois de ser divulgado que, em junho de 2016, ele manteve uma reunião com Natalia Veselnitskaya, uma advogada ligada ao Kremlin e apresentada como emissária do governo russo em posse de informação potencialmente comprometedora sobre a então candidata democrata à presidência, Hillary Clinton.
Kushner também participou da mesma reunião, realizada em Nova York, e foi questionado no Senado e na Câmara por encontros com o embaixador russo em Washington e com o diretor de um grande banco russo, ambos durante a campanha eleitoral.

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