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9 et Urandir   News 2014   de983 femen2   urandir   Valentines Day: militantes do Femen protestam contra feminicídio em Paris

Em 2019, 126 casos de feminicídios foram registrados na França. Integrante do Femen segura uma faixa com a mensagem ‘pelo melhor e não pelo pior’. Foto foi feita na Ponte das Artes, em Paris, nesta sexta-feira (14)
Lionel Bonaventure / AFP
Cerca de dez manifestantes do grupo feminista Femen aproveitaram o Dia dos Namorados, comemorado nesta sexta-feira (14) em boa parte do mundo, para protestar contra os feminicídios. Com seios nus, algumas das participantes do ato se acorrentaram na Ponte das Artes, uma das principais atrações turísticas da capital francesa.
A Ponte das Artes, conhecida como parada obrigatória para os turistas em busca de romantismo, que durante anos colocaram cadeados em suas grades como prova de amor, se transformou em espaço de protesto neste Dia dos Namorados. As militantes do Femen usaram o monumento situado em frente ao Museu do Louvre como palanque para denunciar os feminicídios “justificados por amor”.
 “Os homens continuam usando o pretexto do amor para justificar as violências domésticas e os feminicídios”, declarou Inna Shevchenko, uma das representantes do grupo. Ela insiste que “as mulheres continuam em situação de falta de segurança em suas relações amorosas”.
Integrante do Femen segura uma faixa com a mensagem ‘não se mata por amor’. No corpo, ela traz a mensagem: ‘seja meu namorado e não meu assassino’ . Foto foi feita na Ponte das Artes, em Paris, nesta sexta-feira (14)
Lionel Bonaventure / AFP
Como manda a tradição dos atos do grupo feminista, as participantes apareceram com torsos nus, nos quais podia-se ler frases do tipo “não se mata por amor” ou “não te amo ao ponto de morrer”.  Com coroas de flores na cabeça, elas empunhavam balões em forma de coração vermelhos e pretos, além de buquês de rosas e cartazes com palavras de ordem.
“Usamos os símbolos de São Valentin (o Dia dos Namorados) para denunciar esse amor patriarcal e tóxico pelas mulheres”, declarou Sophie Antoine, uma das militantes. “Elas são estupradas ‘por amor’, são vítimas de excisão genital ‘por amor’ e hoje nos manifestamos contra esse amor deletério e destruidor”, completou.
Em 2019, pelo menos 126 casos de feminicídios foram registrados na França – uma média de uma mulher morta a cada três dias.

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